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Gay. Post por post.

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Tentativas. O primeiro.

16/07/2014 3 Comments

fabrica anchieta

Luiz me adicionou no Facebook uns seis meses antes de nos conhecermos pessoalmente. Após algumas conversas por computador e celular, finalmente decidimos nos encontrar. Numa tarde de domingo, marcamos um bate papo num café que gosto muito de ir, aqui em SP. Fica quase na esquina com a Rua Augusta e serve um smoothie de banana com frutas vermelhas muito bom.

Alto, pernas fortes, cabelos pretos e curtos. Uma mistura de italianos, portugueses e espanhóis. Barba. Um sorriso lindo. Uma voz gostosa. Inteligente. Trabalhador. Família. Luiz me encantou imediatamente.

Após o bate papo no café, fomos ao cinema, assistir “O Mordomo da Casa Branca”. E lá lhe segurei a mão. Vimos o filme bem próximos, trocando leves carícias nas mãos e nos braços. Terminada a sessão, ele me convidou para um churrasco na casa de uma amiga. Decidi ir.

Antes de chegarmos na casa dessa amiga, Luiz estacionou o carro cerca de 50 metros adiante. E enquanto aguardávamos pela chegada dela e do marido, que estavam no supermercado comprando coisas para o churrasco, demos o nosso primeiro beijo.

O beijo foi muito bom. Adoro barba. Adoro língua.

E dali em diante, nos encontramos diversas vezes. Fizemos programas muito legais. O sexo era muito bom. As partidas de video-game eram sensacionais. Luiz tinha absolutamente tudo o que eu procurava em um cara. Mas…

…me bateu uma saudade do meu ex-namorado.

E aí, ferrei com tudo.

Essa foi a primeira tentativa.

Retrospecto.

06/12/2013 4 Comments

Após ter assistido “Sex And The City 2” pela segunda vez, desta vez no computador, parei pra pensar e perceber o quanto minha vida se modificou, nesses três anos que se passaram, desde quando fui, sozinho, assistir a esse filme, ainda quando morava no Paraná. Até escrevi algo a respeito, aqui.

Naquela época, estava sofrendo pelo término de um relacionamento. E hoje, também estou.

Espera.

Não entendi.

Claro. O que acabei de dizer não deixou claro o fato de três anos terem modificado minha vida. Mas, na verdade, a distinção não está no fato do sofrimento, e sim em como estou lidando com ele.

Antes, eu saía sozinho pela cidade, com meu iPod e meus óculos escuros. Passeava caminhando, sem pressa. Ia ao cinema sozinho. Ia correr no parque.

Hoje, eu saio sozinho pela cidade, com meus fones de ouvido e meus óculos escuros. Passeio caminhando, sem pressa. Vou ao cinema sozinho. Vou correr no parque.

Pode parecer que não mudou muito, o jeito que uso para lidar com minha dor de cotovelo. Ela mudou sim, acredite. Só pelo fato de não ser mais no Paraná. Só pelo fato de não ser mais por aquela pessoa que, em 2010, me fez sofrer. Só pelo fato de que eu envelheci, cresci, conquistei minha liberdade, conquistei novos amigos.

A essência continua a mesma, por isso o jeito de lidar com a solidão não tenha mudado tanto. Porém não sou mais o mesmo.

Por mais que as coisas possam parecer repetidas, experiências desse tipo nunca são idênticas, e nunca deixam legados previsíveis e reproduzíveis.

A boa notícia é que, a cada dia de solidão, descubro partes de mim antes escondidas, e desenvolvo novas perspectivas para que, amanhã, eu seja melhor que hoje e ontem.

Essa é a mudança.

Solitário. Mesmo.

03/11/2013 4 Comments

Antigamente, eu lidava muito bem com solidão. Era algo muito natural pra mim, uma condição da qual não fugia, tampouco reclamava. Aceitava-a sofrendo, como qualquer pessoa, porém não chegava ao ponto de ficar extremamente triste com isso.

A solidão que eu sentia era o que chamo de “solidão acompanhada”. O sentimento de isolamento era real, porém eu estava cercado de pessoas. Estas não interferiam na minha vida, a ponto de quebrar a barreira isoladora que havia em mim, porém contribuíam para a minha indiferença à solitude.

Hoje, após ter findado um relacionamento intenso de mais de dois anos, em uma cidade como São Paulo, longe da minha família, a existência de pessoas fora da barreira isoladora já não é mais suficiente para manter minha indiferença velada.

Agora, essa solidão me machuca profundamente.

Cometi muitos erros, tudo em função do desejo de suprir vontades egoístas e querer ser o mais inofensivo possível. No entanto, algumas coisas fugiram do meu controle, e o que no início era para ser algo inócuo, acabou sendo ainda mais danoso. Para ambas as partes.

Havia prometido não mencionar minha relação aqui, porém, se tenho este blog para contar sobre a minha vida, não poderia deixar de fazer essa menção, vez que minha vida ainda contempla dois anos e alguns meses que se passaram ao lado de alguém importante.

Desconheço o que será do futuro. Não tenho certeza se, em pouco ou muito tempo, esta dor que passou a latejar mais forte será aplacada. Tampouco sei sobre o modo com que ela será mitigada. O que posso dizer, no momento, é que reconheço sua existência, e a aceito, sim. Mesmo que reclamando. Aceito, dor, que você exista.

Leve o tempo que precisar, irei acabar com você.

Descanso.

03/10/2013 3 Comments

gay

Música rolando nos headphones, 01:53 da manhã, estou aqui, escrevendo. Coisa impossível de ocorrer em tempos normais, vez que, desde segunda-feira, estou de férias.

Todos e tudo merecem descanso. Eu, você, nossos sapatos, nossos corações. Os últimos tempos têm sido muito difíceis. A vida amorosa, protagonista de todos os dramas diários, está em descanso, também. Um descanso que traz, consigo, a solidão.

Madrugada. E a solidão é o sentimento que mais se destaca. Talvez por isso que, digo, é por isso, que retomei a digitar por aqui. O blog foi vítima da minha ingratidão, abandonado enquanto eu me ocupava com outras coisas, o que nunca deveria ter acontecido. Foi graças a este pedacinho da internet que consegui suportar e ultrapassar as barreiras tristes da solidão e da frustração que me acometiam em 2010 e 2011. Deveria ter sido agraciado com mais reconhecimento de minha parte.

Até constrangido eu fico em desculpar-me contigo, amigo e estimado leitor, depois de sucessivas e descumpridas promessas de retorno.

Deixando isso de lado, todo descanso precisa sair do repouso, e a vida deve continuar na cansativa rotina de acordar, viver e dormir. Preciso retomar o tempo perdido sem dar notícias por aqui, e, por isso, vai abaixo uma resumida lista do que aconteceu comigo, nos últimos tempos:

  1. Fui efetivado na empresa em que era trainee.
  2. Fiz vários amigos em São Paulo, com os quais saio para andar de bike, ou ir ao cinema, ou jantar – seja fora ou na casa de algum deles, ou na minha casa.
  3. Comecei a fazer pós-graduação na área em que sempre fui apaixonado: indústria automotiva.
  4. Comprei uma scooter, sem ter habilitação para moto (sei que isso é loucura, mas foi a melhor que já fiz).
  5. Estou aprendendo a controlar melhor as finanças pessoais, começando com o cancelamento voluntário do meu cartão de crédito.
  6. Estou solteiro.
  7. Recebi uma declaração de amor, à qual, infelizmente, não pude corresponder.
  8. Estou de férias (ops, já falei isso lá em cima).
  9. Vou viajar para um lugar que nunca fui (depois, conto mais).
  10. Nunca estive com minha auto-estima tão alta como agora, mas ainda há um longo caminho à frente, nesse tema.

É isso. Como final deste post, fique com a música que está tocando neste exato momento. Um beijo, um abraço, ou um aperto de mão.

Mensagem.

02/10/2013

A você, fofoqueiro (ou fofoqueira) de plantão que anda sondando este espaço para logo informar à parte interessada sobre o que é publicado aqui, já deixo uma mensagem para poupar-lhe o trabalho, muito embora esse cuidado nem seja necessário, vez que você tem tempo de sobra para cuidar do que não lhe convém:

Tranquilize-se que, sobre tal parte interessada, não gastarei mais uma vírgula sequer.

Passar bem.

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