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Filme: Sex And The City 2

06/06/2010

Resolvi sair, hoje à tarde. O domingo estava delicioso: Sol extrovertido, um tempinho frio, ventos leves… perfeito pra uma caminhada até o shopping. Tomei banho, fiz a barba, peguei meus óculos escuros, meu iPod e caí na rua.

Caminhar num domingo ensolarado é muito reconfortante. Trilha sonora rolando no ouvido, olhos percorrendo a rua e as pessoas, sob o precioso álibi das lentes escuras… momento perfeito para observar a vida alheia, e a vida própria. Movimento calmo, poucos carros trafegando, pessoas andando, e não correndo, quase se atropelando, na semanal corrida dos dias úteis.

Nem prestei atenção nos números e porcentagens em “vermelhegrito”, estampados nas vitrines. Muito menos nas coisas por detrás delas. Estava num santuário do consumismo não para botar em prática a minha fé, mas para assistir Sex And The City 2.

O filme é uma comédia romântica politicamente incorreta. O que é ótimo! Não há “pieguismo” (se é que essa palavra existe), mesmice, chicletismo, “nhé-nhé-nhé”. Conta a história de quatro ricas mulheres de meia-idade, cidadãs da Big Apple, bem distintas entre si, e suas respectivas aventuras amorosas. Desta vez, as quatro estão juntas numa viagem repentina para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. E lá é onde essas gurias encontram tempo e circunstância para pensar na vida e nos seus amores. Entre uma reflexão e outra, muitas situações engraçadas e inusitadas.

Você pode estar pensando: “Putz, ir ao cinema sozinho? Que fim de carreira!”. Não vou dizer que prefiro ir sozinho, mas também não direi que foi ruim. Foi um momento só meu, em que encontrei tempo e circunstância para relaxar e descontrair, para pensar na vida e nos meus amores. Enquanto eu não puder comprar uma passagem de primeira classe da Etihad, e me hospedar em um resort cinco estrelas em Abu Dhabi por uma semana, eu continuarei calçando um par de tênis e assistindo um filme legal no cinema do shopping.

Saí do cinema revigorado. Voltei para casa me sentindo em Manhattan. Foi como se as escadas rolantes do santuário das compras fossem as que estão no John Fitzgerald Kennedy Airport. E que as ruas do centro da minha cidade fossem ruas em números. Ir ao cinema foi como ter ido a Abu Dhabi, e voltado para Nova Iorque. Com a vantagem de a passagem aérea só ter me custado meia-entrada.

Cheguei em casa, tirei meus tênis, guardei o iPod. Na sala, meus pais vendo videocassetadas. Nos quartos, meus irmãos, vendo TV. Liguei o PC e cá estou. Voltei ao mundo real.

Confira o trailer:

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