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Gay. Post por post.

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Sol, frio e um pastel de domingo.

05/09/2010 , , ,

Ontem, mal cheguei em casa e capotei. 23 horas e já estava no meu enésimo sono. O resultado disso foi que eu acordei cedo, neste domingo.

Levantei da cama e fui ao banheiro. Fiz a limpeza rotineira do rosto. Arrumei a juba. Escovei os dentes.

Fui pra sala. Liguei a TV. Assisti “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, coisa que não fazia há décadas. Antes de começar o Globo Rural, saí pra comer pastel.

Sozinho, sob o Sol e o frio que chegou na madrugada, ouvindo “Rites of Passage” no iPod, fiquei pensando em tudo o que acontecera no dia anterior. E, por consequência, nos demais dias que já se esvaíram.

Ontem, foi o dia da reconciliação. Depois de almoçar, fui para o quarto, relaxar um pouco, ouvir música. Quando me deitei, braços e travesseiro macio atrás da cabeça, lembrei do telefone. “Hum, se ele me ligar enquanto ouço música, não vou saber… vou deixá-lo no vibro-call e ficarei segurando”. Fiz isso.

10 segundos depois, o telefone vibra. E eu também. Essas pequenas coincidências que nos fazem pensar que não são meras coincidências. Enfim. Marcamos um cinema para a tarde.

Conversamos. Nos olhamos. Matei a saudade. Na sessão, uma vontade de segurar-lhe a mão. E, num deslize “sem propósito”, deixei-a escorregar. Ficamos assim. Mão com mão.

Fomos pra casa. Conversamos ainda mais. E nos beijamos.

Todas as memórias retornaram, e tudo de bom voltou. Os medos e receios também.  Com a diferença de que, desta vez, conhecemos muito bem um ao outro, e sabemos os nossos limites.

Sempre fui um cara de relacionamento sério, e deixei isso muito claro. Quando fico com alguém, é pra valer. Não me contento com metades. Gosto de dizer e ouvir “eu te amo”. De pequenos detalhes que te dizem tudo, dispensando palavras. De ficar abraçado. De roçar o queixo nas orelhas. De cheirar o cangote.

Fizemos tudo isso. E espero que continuemos fazendo, por um longo tempo, que só o tempo poderá dizer que já basta.

Estou recomeçando. Não quero mais cultivar pensamentos paranóicos. Quero aproveitar cada momento agradável, e quero mantê-los pelo maior tempo possível. Quero passar uma borracha no passado, e escrever uma nova história. E deixar o final para… o final.

“Quero um de palmito com azeitonas, por favor”.

Enquanto olhava os poucos carros que transitavam nessa manhã de domingo, e esperava pelo meu pedido, vi que uma nova oportunidade havia se descortinado. Novas situações estariam por vir, e novos momentos agradáveis iriam gravar a minha memória.

“Por Deus, não me vá desperdiçar essa chance!”

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comments

Bonito texto, guri.
Boa sorte ai.
Ate mais.

[j]

Joe

06/09/2010

Obrigado!

SG

07/09/2010