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Gay. Post por post.

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Horny!

24/09/2010 ,

Estava na minha escrivaninha, redigindo o meu TCC. E, após um par de horas folheando livros e digitando bastante, meus olhos já fatigaram, e meus punhos pediram redenção. Parei. Recostei na cadeira, coloquei os pés na mesa e fiquei assim, de olhos cerrados.

Subitamente, me veio à cabeça a gaveta dessa mesa. E o que havia dentro dela. Peguei a chave, a destranquei e retirei algumas unidades lá de dentro. Uma gaveta abarrotada de G Magazines… há tempos esquecida.

Comprei a primeira em Maio de 2006. Havia acabado de completar 18 anos. Certo dia, depois da faculdade, fui até uma banca. Entrei e havia alguns clientes também. Fiquei disfarçando, olhando outras revistas, esperando que esses fregueses saíssem. Uma vez ocorrida a brecha, rapidamente, peguei a revista, parecendo um ladrão no supermercado. E fui pagar.

Esta foi a primeira. Tem um quê de Ben Affleck, não?

Cabisbaixo, transpirando de vergonha, coloquei a revista sobre o balcão de vidro. O dono da banca, indiferente, pegou a revista, disse o preço e encapou a publicação em um envelope feito de jornal de ontem. Paguei. Coloquei o “pacote” na mochila. Agradeci discretamente. E fui embora.

O coração pulava. A nuca estava molhada de suor.

Ao chegar em casa, me tranquei no banheiro. Abri o pacote. Tirei o plástico. E, finalmente, folheei a revista.

A excitação não decorreu, propriamente, do erotismo das fotos (que não eram nada de extraordinário). Mas toda a adrenalina do “ritual” de compra; aquela coisa de “proibido” que é comprar uma revista pornográfica; a natureza física da coisa… enfim, o ineditismo e a impossibilidade do total anonimato (o dono da banca sabe que eu comprei uma revista gay) me deram um tesão…

Depois da primeira, veio a segunda, a terceira… e então, acabei com uma gaveta abarrotada de indecências, escondidas e protegidas a chave.

Mas aí chegou uma hora que enjoei. Não de nojo, mas de tédio, mesmo. Tava era na hora de beijar de verdade, dar uns amassos… e não ficar trancado no quarto, fazendo um “5 contra 1”, vendo uma imagem impressa num papel.

E esta foi a última.

Foi aí que troquei o frio na barriga de comprar G Magazine, pelo frio na barriga de beijar homem de verdade.

Olhei as capas, nostálgico. Mas as pus de volta na gaveta. A tranquei. Coloquei a chave no esconderijo.

Essa fase tinha passado.

Ainda bem.

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comments

Eu também me lembro de como foi comprar a minha primeira. Foi ainda mais bizarro que no seu caso: eu não tive coragem de levar a revista até o balcão. Então o que fiz? Enfiei a revista discretamente dentro do meu fichário da escola, sem ninguém ver.
E pra não tolerar o peso na consicência de sair sem pagar, fui até o caixa e pedi um Halls, enquanto a moça pegava eu peguei 10 reais e coloquei sobre o balcão, e fingi que meu telefone tinha tocado, atendi e comecei a falar… fui me afastando pra ver se ‘pegava um sinal melhor na ligação’, fui me afastando, me afastando… e fui embora. Pronto. Peguei a revista e paguei, e ninguém precisou saber. Foi em março de 2001, era a edição com o Caetano do BBB 1 na capa. Inesquecível. Depois ainda fiz esse truque mais umas 3 vezes, até que achei uma banca que vendia edições antigas de revistas, e deixei a vergonha de lado pra começar uma coleção, que foi além de 20 exemplares.
Saudade da época que essa revista era boa de verdade.

[j]

Joe

24/09/2010

Huahuhuahauhauhaua!

Que Halls caro!

E você tem razão. Ultimamente, a G Magazine está bem mequetrefe…

Já fui a sebos e comprei bastante coisa lá. Me senti um garimpeiro achando uma pepita enorme, quando encontrei a primeira edição do Ricardo Villani. Estava por último, numa pilha enorme de revistas.

E a vergonha de ficar revirando aquela pilha?

SG

25/09/2010

Todos temos segredos escondidos dentro de gavetas ou armários: De revistas e produtos íntimos a certas coisas… hahahahaha

Tar

24/09/2010

Huahuahuahua!

Nem te conto o que tem junto das revistas, Tar…

SG

25/09/2010