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Gay. Post por post.

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Em São Paulo. Sem nada pra fazer.

06/10/2010 , ,

Após oito horas de viagem, cheguei a São Paulo.

Da janela do táxi, fiquei reparando nas pessoas. À minha esquerda, homens e mulheres em roupas esportivas, praticando sua corridinha matinal diária, no canteiro central da avenida. À minha direita, homens e mulheres em roupas normais, correndo para o trabalho. Muitos com fones de ouvido e um cigarro entre os dedos. E à minha frente, homens e mulheres isolados em suas caixas metálicas de diversos modelos, potências e cores.

Nem tive o trabalho de ficar procurando por direções. Minha tia teve a generosidade de ir até o Terminal da Barra Funda, me buscar. Viemos de táxi, pois nas quartas-feiras, há rodízio de carros com placas de final “6”.

40 minutos depois, chegamos em “casa”. Encontrei meu primo, se preparando para o trabalho. Meu tio e minha prima já tinham tomado seus rumos diários. Revi a Lena, a empregada da minha tia, que disse ter me visto pela última vez quando tinha quatro anos de idade. Foi quando tinha vindo pra São Paulo pela última vez.

Fomos almoçar no Shopping Ibirapuera. Peguei um risoto de pepperoni deliciosíssimo, que até agora, está acariciando o meu estômago. Conversei com titia. E recebi uma proposta.

“Hum, SG, acho que vou conversar com a Tia T., pra gente comprar uma passagem pro exterior pra você, como presente de formatura. Para onde você quer ir?”

Detesto receber propostas desse tipo. Não que eu não fique feliz com presentes, mas é que fico extremamente sem jeito, envergonhado. Igual quando era criança e, quando uma outra tia minha me levava no supermercado, vinha e dizia: “pode pegar o que você quiser, que a titia compra pra você”. Tinha um receio enorme em dizer o que queria. É lógico que sabia muito bem o que desejava. Mas pensava se o meu desejo iria, de alguma forma, causar um incômodo. Entende?

“Vixe, tia. Brigado. Mas não precisa se incomodar, não…”

Aham…

O primeiro lugar em que pensei foi Nova Iorque. Mas aí, toda a trabalheira que é pra tirar o visto e talz… pensei em Paris. Mas, sei lá… estou solteiro. Ir a Paris seria deprimente. Pensei em Frankfurt. E Toronto. E Milão… qualquer lugar que ficasse a mais de 6 mil quilômetros de casa.

E não me decidi.

Na verdade, nem sei se vai dar para eu fazer uma viagem de formatura. Se eu começar meu programa de trainee, não vai dar tempo, pois começarei a labutar já em janeiro. Mas também ainda não sei se conseguirei a vaga. E tenho ainda as pendências da faculdade. Sei lá. Uma coisa de cada vez. Primeiro, a formatura. Depois, o que fazer com o canudo nas mãos. E só aí, vou pensar em comemorar alguma coisa.

Enquanto isso, vou aproveitando o dia ensolarado aqui em São Paulo, enfurnado no apartamento. Dizem que amanhã, choverá. Ainda bem que volto pra casa de ônibus. Tá. Ainda bem, se não inundar nada por aqui.

Consegui acesso à internet wi-fi e estou postando isto aqui do quarto da minha prima, que por sinal, é muito bonito. Reparei na penteadeira, na cômoda e no guarda-roupas, e pressenti que já havia os visto em algum lugar. Até que descobri que eram os robustos móveis da minha avó, só que agora pintados de branco. Muito bom.

Então, é isso. Só o tempo dirá se vou me mudar pra cá, se vou ficar em Maringá, ou se vou dar uma de turista por alguma cidade distante.

P.S.: Sim. A foto torta fui eu que tirei.

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comments

Tem razão! Uma coisa por vez! Mas não seja bobo de não aceitar a proposta da viagem! Ainda mais você que sempre quis dar uma pisadinha em outros cantos do mundo! Paris, Roma, Frankfurt, Nova York. Não importa o destino, e sim o contato com culturas diferentes para um autoaprimoramento.
Acredito que temos que aproveitar enquanto somos jovens para fazer essas coisas, porque depois a saúde e os compromissos da vida adulta nos impossibilitam de tomar tais rumos. Além do mais, é sempre bom poder contar uma historinha de viagens.

Tar

06/10/2010

Com certeza! Contar viagens é ótimo!

Vamos ver. Até para Bogotá eu tô aceitando.

SG

07/10/2010

Bem, aceitar presentes é bom. Se a pessoa te ofereceu – e não foi por educação – é de bom grado aceitar. Pense nisso: é um presente e tanto.

E espero que a história do namorado se resolva logo. E pro seu próprio bem.

Beijão

Gui

07/10/2010

Ai. Espero que minha vida toda se resolva logo… mas enfim.

Valeu, Gui!

SG

07/10/2010

Eu tenho trauma de Sampa. Sério. As duas únicas vezes que estive lá, passei por duas situações horrendas. A vontade que tenho é de nunca mais pisar lá ahauahauahau.

No mais, curte o tempo a toa. Ficar deitado de cara pra cima é tudo de bom XD.

Um beijo.

Lobo

07/10/2010

Depois me conta os causos paulistanos! Fiquei curioso!

Por enquanto, está tudo correndo bem.

SG

07/10/2010

SP é tudo, né? eu iria todo mes, se meu bolso deixasse!
sei exatamente esse desconforto de ganhar presentes, fico muito sem graça tambem.
Eu escolheria Toronto, da tua lista. But that’s just me.
Mas tua decisão foi sábia. resolve tudo primeiro, depois se joga nesse mundo.

[j]

Joe

11/10/2010