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El Anamorado – Último Capítulo.

18/10/2010 , , , , ,

“Mejor haber amado y haber perdido a su amor que no haber nunca amado o perdido.”

Da primeira vez, tinha sido maravilhoso. Ambos ficávamos ansiosos para nos encontrarmos. Conversávamos diariamente pelo Google Talk. Nos víamos várias vezes na semana.

Mas aí, numa desavença, terminamos.

Sofri muito. Meu orgulho não deixou que eu transparecesse isso, mas sofri. Até que, certo dia, ele me deixa uma mensagem, dizendo que queria reatar.

Reatamos.

O encontro de reconciliação foi extraordinário. Mas, em pouco tempo, percebi que algo estava diferente. Não havia aquele mesmo sabor de antes. Não havia aquela vivacidade de antes. Não havia mais aquela pessoa de antes.

Se, depois de terminarmos, sofria pela sua ausência, agora que reatamos, sofro pela sua inconstância. Quando nos encontramos, nos beijamos e transamos, tudo parece estar bem. Mas, depois que ele vai embora, tudo isso acaba. Fico no vácuo. Meu telefone não toca. Me sinto esquecido.

Ontem, nos vimos, após um mês de separação. E ali pude ver, claramente, que o que ele sente por mim não é amor. Apenas uma atração física que, embora forte, não me completa. Reclamei da sua negligência, por não me ligar. Simplesmente recebi a seguinte resposta:

“Ah, eu não vou ligar, mesmo. O que é que eu vou dizer? Vou ligar à toa, não vou ter assunto pra conversar.”

Como assim? E precisa ter assunto pra ligar pro outro só pra dizer um “Oi? Tudo bem?” Eu ligava, sempre com um assunto: ele. Mas a recíproca não foi verdadeira.

Eu sabia a sua data de aniversário. Sabia o número do calçado. Sabia muito bem cada centímetro daquele corpo. E ele, não.

Eu o amava. Mesmo. Amava com os rins. Sofria. Me preocupava. Me importava. E ele, não.

Eu me considerava seu namorado. E ele, não na prática.

É triste ter de admitir essa falta de reciprocidade. Mas não há outro jeito. Puxei meu burrico. Quebrei todas as minhas expectativas. Encerrei o caso.

Por ele ter sido meu primeiro cara que realmente gostei, nunca o tirarei da memória. Continuarei gostando-o. Mas a tristeza que sinto agora, me fará aprender a viver sem a sua presença. E, um dia, fará com que o esqueça. Pelo menos, sei que perdi algo que já havia perdido. Não desperdicei, pois, a chance.

Enquanto isso, vou digerindo a saudade, a raiva, o ciúme e todos aqueles sentimentos horríveis que acompanham a dor de cotovelo.

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comments

Parece que nossas vidas amorosas não andam muito bem. Mas tenho esperança que isso vai mudar, enquanto isso me afundo no pote de sorvete (rs)

RB

18/10/2010

Tem razão RB. A sacarose é o único jeito de atingir o neurônio da felicidade instantânea nessas horas… hahahahaha

Tar

18/10/2010

Boa ideia. Vou hoje à tarde na sorveteria.

SG

18/10/2010

Eu acho que vc faz muito bem deixando essa pessoa no passado e indo viver sua vida, com ou sem sofrimento, mas viver sua vida, afinal!
nao pude deixar de lembrar de um post antigo meu que, embora tenha sido escrito sob as mesmas circustâncias, tem uma mensagem ampla, nesse sentido, que pode servir pra vc como serviu pra mim: http://dearbenin.blogspot.com/2009/10/good-things-come-for-those-who-wait.html

boas coisas vêm para os que esperam!
divirta-se!

[j]

Joe

18/10/2010

*embora NÃO tenha sido escrito sob as mesmas circustâncias

Joe

18/10/2010

Good things come for those who wait.

You’re right. Extremely right.

SG

18/10/2010