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Gay. Post por post.

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Nossas Cores.

03/11/2010 , ,

Bom. Confesso que sou um pouco materialista. Tá. Um tanto materialista. Ok. Totalmente materialista. Mas nem por isso me culpo por isso, ou me limito à mediocridade superficial. Tenho meus momentos de futilidade e também tenho os de utilidade.

Mas aí vem alguém e diz que os homens gays são mais materialistas que os homens não gays. Será mesmo?

Eu sou apenas um reflexo ao meio em que vivi. O ambiente sempre tem sido, para todos, capitalista, rodeado por anúncios e seduções consumistas. No colégio, todos ali desfilavam tênis e roupas novas, seguindo um padrão estético e comportamental. E isso transcendeu os limites do ensino médio, e se manteve até hoje.

O fato de ser gay pode ser um elemento que instigue mais o consumo egocêntrico. Porque, em regra, um gay terá de se preocupar tão só consigo mesmo, em sua eterna vida de solteiro, ou de casal sem filhos. Pelo menos, é esse o estilo de vida que pretendo perfilhar. Também há aquela “necessidade” de investir na auto-imagem. Claro. Nessa cultura hedonista, num mundo de eternos solteiros em busca de “amor”, é “preciso” abarrotar o armário do banheiro com La Roche Posay, Lancôme, Shiseido, Carolina Herrera e afins.

Não posso falar pelos outros. Eu me considero consumista. Confesso adorar comprar. E até acho que já exagerei, com ou sem arrependimento. Agora, dizer que os héteros são menos apegados ao verbo de comprar…

O que importa, mesmo, independentemente do gosto por vitrines, é saber quantas pessoas também cultivam valores morais. Valores sem expressão pecuniária. Porque o materialismo (na medida certa), para mim, não existe em detrimento do espiritualismo (na medida certa). O que realmente importa é saber se há mais gays que equilibram bem essas duas medidas. Ou se há mais héteros que conseguem tal equilíbrio.

Sinceramente… os gays têm seu lado consumista bem mais aguçado. Mas também têm o lado não-fútil bem aprimorado. Em regra (espero), somos mais sensíveis, solidários e preocupados com o conteúdo interior, ao mesmo tempo em que nos preocupamos bastante com a embalagem. No fim das contas, héteros e gays acabam tendo o mesmo equilíbrio, só que com pesos diferentes.

Em miúdos, todos nós, homens em geral, somos farinha do mesmo saco, com as mesmas virtudes e os mesmos defeitos. Uns gostam de espadas. Outros, de damas. Uns gastam 50 reais em um shampoo anti-caspa. Outros gastam 50 reais em uma caneca do Corinthians. E vice-versa.

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comments

Não posso ser hipócrita dizendo que não sou materialista. Afinal de contas, todo mundo tem um pouco. Apesar de procurar fazer coisas que me alimentem o espírito em vez de buscar frenéticamente por coisas supérfluas, tenho no meu armário meu Rayban e os meus perfumes importados… hahahha Ninguém é perfeito…

Tar

03/11/2010

[Vou reclamar pra sempre de comentar no wordpress, beijos]

Acho a futilidade fun-da-men-tal. Ninguém consegue ser “útil” o tempo todo. Ficar pensando sobre os problemas da sociedade, discutindo filmes cult, etc, etc. Tem uma hora que cansa. Tem hora que vc só quer ir no McDonalds e fazer compras em uma loja qualquer.

Que você só quer ver o besteirol americano da vez.

Se permita, sim.

Acho que talvez isso seja mais aflorado nos gays pela necessidade de afirmação que temos em praticamente todos os campos de nossas vidas, desde o profissional ao pessoal. Mas também acho que não faz muito sentido taxar fulano ou ciclano pela sua orientação, néam?

Beijao!

Gui

03/11/2010

Eu não consigo ser materialista assim.

Claro, compro. Mas não sinto necessidade nenhuma de gastar com algo que vou usar pra muito pouco ou quase nada. E acho que a questão do consumismo não tem muito a ver com o meio que a pessoa vive mesmo, seja hetero, homo, ou o que seja. Ninguém consegue ser útil o tempo todo, mas também não acho que “não ser útil” implique em esbanjar dinheiro a troco de nada.

Um beijo SG!

Lobo

04/11/2010

Ótima reflexão! E cada um consome como lhe convém. Eu, por exemplo, gasto com roupas, mas não com cosméticos. Minha pele é uma merda, mas eu sou capaz de morrer de preguiça antes de usar cremes e sei la mais o que. Gasto com CDs e DVDs numa epoca em que as pessoas me condenam por isso e acham absurdo – como gastar dinheiro se tem de graça na internet? Sim, mas gastar dinheiro está relacionado à busca do prazer, e meu prazer está nisso, em comprar DVDs, abrir a embalagem… enfim, nao entendem.

Mas isso de equilibrio tá certinho, é por ai mesmo. Tambem investimos em cultura, em bons livros, teatro, etc. Adorei a relação, e acho que não é preciso dividir quem é mais ou menos consumistas – somos todos, como você mostrou.

Agora pra ser gay, de acordo com seu texto, é preciso andar com uma caixa de aspas, né? que medo. hehehe

otimo texto, guri. []

[j]

Joe

04/11/2010

Huahuahua! Brigadão pelo elogio. E é verdade. Que medo! 🙂

SG

04/11/2010