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Gay. Post por post.

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Sex Shop.

03/12/2010 ,

Fico até com vergonha em publicar o que escrevi abaixo, tendo em vista a quilométrica maior experiência sexual de alguns blogayros leitores do blog…

Foi em dezembro de 2008. Meus pais e meus irmãos estavam aproveitando a praia, e eu, estagiando no Tribunal de Justiça. Ou seja, minha casa estava todinha livre, por uma semana.

Resolvi aproveitar…

Antes de você pensar em (outras) besteiras, não tornei minha casa em um antro de orgias. Como você bem sabe, naquela época, nem um beijo num carinha já havia dado (olha a cacofonia…), muito menos dado alguma coisa.

No entanto, por um impulso absolutamente irracional, desejei comprar um… dildo! A sensação de comprar algo tão… deixa eu ver uma palavra… hummm… proibido… me acendia uma coisa aqui dentro, fazia-me suar de ansiedade e excitação.

Eu tive que ir a uma sex shop.

Procurei na lista telefônica. Achei uma que ficava perto de onde trabalhava. 17 horas e saí correndo para lá. A loja era bastante discreta, pois o estabelecimento em si ficava nos fundos de uma outra loja. E a sex shop era dividida em dois setores: um setor “light”, e um setor “XXX 18+”. Fui, logicamente, no segundo setor.

Apenas uma pessoa era atendida por vez, ou apenas um casal ou grupo de pessoas. Fiquei esperando minha vez numa sala. Reparei que uma câmera monitorava o recinto. Então, chegou uma moça, convidando-me a visitar o setor “light”. Pensei: “Hahaha! Ela acha que eu estou no lugar errado, e, para evitar que um japonês com cara de bunda leve um susto e saia correndo, ela então achou mais prudente me levar para conhecer o erotismo softcore!”

Fui lá, só para não fazer desfeita. Ela me mostrou os óleos, as essências, aqueles dadinhos picantes… olhei tudo… e então, educada e timidamente, disse que queria algo mais… explícito.

Voltei para a sala de espera.

Um cliente de terno e gravata saiu do setor hardcore com uma sacola preta. E entrei.

Os proprietários da loja me atenderam. A mulher fazia a apresentação dos “brinquedinhos” e o marido ficava no caixa. Numa prateleira, só pintos. De todos os jeitos: com ou sem vibrador, com ou sem ventosas, grossos, finos, curtos, compridos…

Mais adiante, masturbadores. E no local mais alto da loja, como se num altar, uma parafernália tecnológica que simulava sexo oral. Vi o preço: R$ 399,90. Não, obrigado. Nem se tivesse 400 contos, compraria algo assim. Vai que o troço enguiça e acontece alguma coisa com meu amiguinho lá dentro?

Abaixo, bombas penianas. Muitos pensariam que eu, oriental, deveria comprar uma dessas… mas não. Além de essas coisas não funcionarem de verdade (isto é, de não aumentarem o dote), eu não preciso disso…

DVDs de todos os tipos… fantasias clichês (empregadinha, gatinha, tiazinha… tudo “inha”), lingeries esdrúxulas… decidi levar pra casa um consolo. Nem muito grande. Nem muito pequeno. E com vibrador.

Vibrei de alegria (ui!)! Coloquei a sacola preta na minha mochila e saí da loja.

Passei numa farmácia, comprei KY e preservativos (é mais higiênico assim) e corri pra estrear meu presentinho. Chegando em casa, tomei banho, preparei as coisas, peguei toalhas, lenços de papel e… (na falta de termo melhor) sentei. Nem vou me deLONGAR na situação. Só digo que foi muito bom. Muito bom mesmo!

Usar um consolo quando dá vontade faz muito bem. Muito bem! Assim, pude conhecer melhor meu corpo, pude identificar meus limites, pude saber quais os melhores procedimentos… e havia sentido algo totalmente novo! E muuuito booommm…

Por isso, se você ainda não tem um dildo escondido na sua gaveta, te aconselho a comprar um. Depois do KY e dos preservativos, um consolo é um item erótico de extrema utilidade: serve como um dispositivo de treinamento, e serve como um… consolo…

Nada substitui o de verdade. Mas, na falta deste, que mal há em recorrer a paliativos?

O bom da vida é experimentar.

Ah, e confira esta dica:

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comments

Eu particularmente tenho um trauma com isso porque o meu veio sem que eu tivesse pedido. Chegou pelo correio uma caixa comprida que um amigo havia me enviado dos Estados Unidos como presente de Nat(anal). Ele era tão grande, mas tão grande que não tive coragem de usá-lo. Ainda mais porque… deixe pra lá =S
Enfim. Presente devolvido!! hahahahaha Mas ainda tenho interesse em comprar uma versão mais ergonômica e com multifunções… hahaha Bjões!

Tar

03/12/2010

SG, safadinho vc ne kkkkk. Legal essa historia.

garoto do interior

03/12/2010

aHUAHAAUHAUAHAU eu morro com esse vídeo do “ai que susto” sempre que vejo

Mas a vida é isso ai. É bom ir explorando o corpo, até pra você começar a saber o que você curte, e o que não curte.

Um beijo SG!

Lobo

03/12/2010

Nossa cara, sério… Você teve muita coragem!! Eu até outro dia não tinha coragem nem de comprar KY numa farmácia, imagine um consolo na sex shop?? Eu sempre tive curiosidade de saber como é usar um desses… Não divodo de que seja muito bom… rsrs

Um beijo SG, até o próximo!!!

Júlio César Vanelis

03/12/2010

Eu mais que amei esse Post, meu favorito até hoje … meio erótico. Nunca vi na minha vida algo tão sincero e verdadeiro sobre dildos … eu vou imprimir e mostrar para todos os meus namoradinhos antes de mostrar qualquer dildo … Eu quase me senti naqueles depoimentos de clientes satisfeitos de programas Dildos … Me deu uma vontade louca de ir comprar, se vc tivesse dito a marca e o modelo ja era … era praticamente merchandise … Risos. Bjs

BsVox

04/12/2010

hheheheheh…
Que aventura, hein?! hehehehe…
Pelo menos vc saiu satisfeito da loja… rs

Beijo!

Três Egos

04/12/2010

Posso dizer que fiquei constrangido? E olha que não tenho tabu pra falar de sexo e tal. Mas fiquei de carão.

Enfim, parabéns pela coragem e tal.

E esqueci de me desculpar pelo no outro post sumiço, então to me desculpando agora, viu?

Beijos

Gui

04/12/2010

Só imaginando você fazendo a nipo-egípcia lá na sala de espera da Sex Shop, aguardando a sua vez. Ótima aventura, mas eu não teria tamanha coragem… ficaria sem graça de entrar numa Sex Shop mesmo se fosse pra comprar aqueles presentes batidos de inimigo oculto…
Mas que ótimo que você gostou hein? Tenho que admitir que foi até um pouco excitante imaginar o japinha fazendo a passiva, ehaueahueheau – BRINKS.

Thiago

04/12/2010

Caraca, lokura…afinal eu nao teria essa coragem…mas curti a história,afinal mostra q devemos ir além d nossa coragem…
Nda contra consolos ou algo do tipo,apesar d eu nunca ter experimentando,mas acho q não seria a msma sensação de algo real.
Só tive contato com isso uma vez na casa d um amigo qdo jogaram um consolo pra cima de mim, eu sai correndo assustado…rs na época eu era inocente, e achei mto estranho…
Abçs

Ro Fers

05/12/2010

Menino, adorei o relato.
Bateu até uma curiosidade hehehe

Rodrigo

05/12/2010

Ah! Já entrei em alguns sex-shops, mas nunca comprei nada… confesso q não tenho mta vontade de comprar estes acessórios, pelo menos não pra usar sozinho. Mas já “partilhei” um. Calma… foi com meu ex-namorado hehehe.

Ele perguntou o que eu queria de presente de dia dos namorados. Disse que queria chegar no apto que a gente alugou pra fds e encontrá-lo usando um consolo… Ele se indignou e, PUTO, respondeu: “Vc nunca vai ver isso!”.

Até que o dia 12/06 chegou e quanto entro na nossa casa, o encontro usando o “brinquedinho”… ele, MAIS PUTO AINDA, me disse como eu estava atrasado, ele teve que se virar. Ah, lembranças maravilhosas!!!!

E parabéns pela coragem e pelo relato sincero.

Beijooo!

inconstanteblog

05/12/2010