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Gay. Post por post.

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Ciclo vicioso.

02/02/2011

Ando meio deprimido, ultimamente. Toda a badalação e a expectativa dos dias que antecederam a colação já se foram. A cerimônia foi legalzinha. Os jantares, também. Mas os familiares já retornaram às suas casas, e os amigos também. E agora, eu, finalmente, encontro minha real situação: um recém-formado sem a menor ideia do que fazer a partir de agora.

Agora, isso não significa que eu não tenha algo para fazer. Continuo fazendo o curso preparatório para o concurso que está por vir. Todas as noites, tenho ido à academia. Contudo, não encontro muito propósito para tudo isso. Faço as contas e os balanços, e os resultados são inconclusivos. Coloquei o câmbio em “Drive” e estou apenas acelerando, de leve, atento só o suficiente para não esbarrar em algo pela frente.

Pela frente eu tenho vontade de ter cenário novo para contemplar. Queria era sair pra viajar. Sozinho, desta vez. Viajar com a família não serve para tirar um momento para reflexão, porque os problemas vão junto. Mas… viajar custa. E dinheiro, que é bom, está em mãos que não são minhas. E essas mãos têm me negado qualquer financiamento para algo tão supérfluo (supérfluo para o banco – para mim, é preciso). Se eu desejasse fazer algo acadêmico, com certeza, teria apoio. Mas, como quero somente sair por aí e tirar fotos de paisagens… a licitação esbarra no requisito “utilidade”.

Utilidade sempre foi princípio superestimado, aqui em casa. Qualquer atividade que se faça aqui, tem de possuir esse atributo. Por exemplo, quando peço carona para tal lugar, meu pai tem de pensar no itinerário, nos horários e nos afazeres daquela ocasião. Se a carona contribuir para o adimplemento de alguma tarefa daquela dia, sorte a minha. Se não, azar.

Azar é algo muito relativo. Sair sem guarda-chuva é azar para quem pegou gripe por causa da friagem. Mas é sorte para quem esbarrou num rapaz lindo de morrer, enquanto corria para a marquise do outro lado da rua. Só para constar, não esbarrei em nenhum rapaz, e peguei um resfriado sem precisar tomar um banho de chuva.

Chuva é o que tem ocorrido com mais frequência, nesses últimos dias. E tem tornado tudo muito mais melancólico. O céu de cimento e o terreno molhado refrescam o ambiente e deixam a casa mais escura. As ruas ficam sujas pelas folhas e galhos que não resistem ao peso das gotas. E a vontade de sair de casa encharca-se pela preguiça. Talvez seja por isso que ando meio deprimido.

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comments

eu tb, amigo, eu tb, eu tow com medo de sair de casa esses dias de tanta coisa ruim q tá acontecendo, kda dia uma.

FOXX

02/02/2011

Realmente as chuvas não ajudam muito para o humor… pelo menos, tenho esperança que o inverno quando chegar, me ajude nesse ponto!!!
Abraço!!!

Jean Borges

02/02/2011

Chico Buarque. A Rosa, para ser mais preciso. Foi nisso que eu pensei enquanto lia seu ótimo texto com parágrafos que terminam definindo o início do próximo! Adorei sua construção textual!

Mas uma pena que sua vida não está tão boa… Em relação à vida de concurseiro, acho que algo a ser feito é resignar-se ao fato de que você pode continuar nessa por um bom tempo… A caminhada pode ser bem dura, mas ao fim vale a pena.

É aquela velha historia de que nao se faz concurso pra passar… Se faz até passar.

Que sua “sorte” chegue em breve. E sorte, para mim, é quando a preparação encontra a oportunidade.

Um xêro!

in.Constante

02/02/2011

Inventa alguma coisa pra fazer no Rio e vem pular Carnaval comigo, já te chamei, né?

Beijão

Gui

02/02/2011

Nossa, eu amo o céu de cimento… Sol esses dias não é motivo de alegria, pelo contrário haja visto os 500 graus que tem feito diariamente.

Thiago

02/02/2011

Menino, muita sorte no seu concurso!

Quanto à viagem, eu também estou doido por fazer uma, mas o trabalho não permite.

Também tenho precisado de tempo só pra mim, e a viagem que minha família fez no fim do ano de certa forma ajudou: eu não podia viajar, mas tirei “férias” deles rs. Pude me curtir, refletir bastante, fazer coisa que não seriam possíveis…xD

Abração!

Mateus

02/02/2011