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Gay. Post por post.

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Máquina mortífera.

11/02/2011 ,

Fonte: O Diário do Norte do Paraná

Apenas vi algumas reportagens e senti vontade de escrever sobre. Um misto de ódio e pena.

Ontem, duas pessoas morreram. E tinham algo em comum.

Ambas eram motociclistas.

Uma mulher (foto acima), 43 anos, vendedora, estava trafegando pela Avenida Morangueira (uma das mais congestionadas de Maringá). Estava pilotando sua Honda Biz prateada, enquanto era seguida pelo carro do ex-marido, no qual estava também o seu filho de 17 anos. Em um semáforo, ela reduzia a velocidade entre dois caminhões. Perdeu o equilíbrio, caiu e um dos caminhões a atropelou. O acidente fora presenciado pelo jovem, que ficou em estado de choque.

Menos de 15 horas depois, um rapaz de 22 anos perdeu o controle de sua Honda CG 125 Titan, na Avenida Gastão Vidigal. Chovia muito no momento do acidente e, na rotatória da Avenida Senador Petrônio Portela, ele perdeu o controle da motocicleta, passou reto e caiu. O corpo fora encontrado a 10 metros de distância do local da queda. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Já são 9 mortes no trânsito, aqui em Maringá, nesse pouco mais de um mês e meio de 2011. A maioria delas, motociclistas.

É sabido que a maioria que utiliza moto como meio de locomoção o faz por pura necessidade. Manter um carro é muito mais dispendioso, além de não ser tão ágil e prático quanto uma motocicleta. No entanto, até que ponto podemos aceitar tantas mortes assim?

O duro é saber que todos esses acidentes poderiam ter sido evitados. Em que pese o sofrimento causado pelas mortes, mas, se essas duas pessoas tivessem um pouquinho mais de cuidado, talvez tudo pudesse ter terminado de modo diverso. Se a mulher resolvesse não se aventurar entre aqueles dois caminhões, e ficado em uma das faixas de rodagem (e não entre elas), ou se o rapaz tivesse reduzido a velocidade, em função da chuva, provavelmente estariam ainda vivos.

Fico a me perguntar onde está a inteligência dos motociclistas imprudentes, negligentes e imperitos. A moto, por sua própria natureza, é um veículo extremamente perigoso. Não há nada, além do capacete, que proteja o condutor. Por mais leve que seja a queda, o negócio é feio. Digo isso com propriedade de causa, porque, certa vez, enquanto andava de BICICLETA ao redor do Parque do Ingá, uma mulher descuidada abriu a porta do seu carro repentinamente. Colidi e me estatelei no asfalto. Não quebrei osso algum. Mas tenho cicatrizes até hoje. E tive que ouvir que a culpa tinha sido minha, de não ter notado que ela abrira a porta… notei sim. Depois que estava caído na rua.

Enfim. Já passou. E, mesmo sabendo dessa deficiência da motocicleta em proteger seus ocupantes, o esperto motociclista fica a costurar o trânsito, pilotando sem capacete, ou só de bermuda e chinelos, acelerando que nem um doido, ou se enfiando em lugares perigosos. Desculpa. Mas isso é burrice absurda. É pedir para se machucar. É pedir para morrer.

Os condutores de automóvel e outros veículos de quatro rodas também possuem sua parcela de culpa, e devem, também, mudar seus hábitos errados. Ligar a seta antes de mudar de faixa. Usar os retrovisores. Maneirar na velocidade. Motoristas cabeças-de-bagre há aos montes. Mas, cotidiana e proporcionalmente, o que mais vejo são motociclistas costurando o trânsito, acelerando que nem doidos, ou tomando decisões estúpidas. Posso, sem medo de errar, dizer: de cada 10 motociclistas que vejo, 07 têm cérebro do tamanho de uma ervilha.

Errou aquele repórter, ao dizer, criticamente: “Qualquer miserável tem um carro, hoje em dia”. O problema não é propriamente a classe menos favorecida ter acesso aos meios particulares de transporte. O problema é ver tanta gente sem instrução, educação e respeito, entupindo as ruas. E gente sem instrução, educação e respeito, pode ser tanto rica quanto pobre.

Agora, se a proporção de gente sem educação é maior entre os menos favorecidos… e se a maior parte do mercado consumidor de motos seja formada pelas classes C e D, aí o problema é mais sério e mais complicado (ou seria mera coincidência?)…

Enfim. Deixa quieto. Não quero começar uma discussão a respeito.

Só quero que, pelo amor de Deus, tanto motoristas e motociclistas, dirijam  e pilotem com mais responsabilidade.

Muito, mas muito mais responsabilidade.

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comments

Tenho pavor de moto, tanto que vou tirar carteira só para carro esse ano…
Sou muito desastrado e distraído pra moto!!!
Abraços!!!

Jean Borges

11/02/2011

Puxa, desculpa, mas desisti de ler seu post bem no comecinho, pois sou usuário de moto, portanto esses fatos me assustam e me deixam extremamente triste e chocado…
Forte abraço!

Ro Fers

11/02/2011