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Gay. Post por post.

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Assim fica difícil esquecer.

19/03/2011

Capítulo I – Sussurros.

Aquele beijo tão gostoso. Aquele abraço tão quente. Aquela mordidinha sacana no mamilo. Eu, sentado encostado na parede. Ele, encostado de costas para mim. Eu, acariciando sua nuca com meu queixo. Ele, segurando minhas mãos. Eu nunca vou esquecer quem um dia amei de verdade. Posso até colocar esse sentimento em segundo plano. Posso até rebaixá-lo apenas para as coisas boas que um dia, acabaram. Mas, esquecer, impossível.

Ainda mais depois das coisas que eu e ele passamos, durante os sete meses em que ficamos juntos.

Nos conhecemos pela internet. No Manhunt, para ser mais exato. Ficamos trocando figurinhas por duas semanas, se não me engano. E marcamos para sair, num sábado à noite. Fomos à uma boate voltada ao nosso público. Eu, tímido. Ele, belo, vestindo uma camisa polo azul-marinho e uma calça branca.

Conversávamos sobre bobagens, em uma mesa. E assim, pouco a pouco, fui me soltando. E me encantando. Ele me puxou para dançar. Ele dançou. Eu apenas tentei. E ficava lançando olhares e pensando: “Será que eu tomo a iniciativa?” “Será que ele está gostando de mim?” “Será…”

Ele chega bem perto, e sussurra no meu ouvido:

“Estou louco pra te beijar.”

Um arrepio se deu em todo o meu lado esquerdo do corpo.

“Pensei que nunca iria me perguntar.” – respondi.

E nos beijamos.

E como beijamos.

No dia seguinte, pela manhã, mandei-lhe uma mensagem. “Adorei, ontem à noite. A fim de repetir?”

Então, marcamos de nos encontrarmos, de dia.

E de dia, ele era ainda mais bonito. 1,90 de altura. Nem forte demais, nem fraco demais. Cabelos pretos. Olhos castanhos. Uma boca de desbocar qualquer um. Lembro claramente o que ele vestia. Uma camisa polo verde-água Lacoste. Uma bermuda jeans. E botas Timberland escuras.

Meus pais e meus irmãos haviam ido para o clube. Casa livre! E não perdemos tempo. Começamos na sala. Ficamos por lá, nos beijando. Tirei minha camiseta. Tirei a dele. Tiramos as bermudas e ficamos apenas de cuecas. Sentei em seu colo. E então, eu não aguentando mais, era a minha vez de sussurrar-lhe no ouvido:

“Tá a fim de dar o próximo passo?”

“Você tem certeza?”

“Uhum.”

Fomos para o meu quarto. Ele deitou primeiro. Fiquei de bruços, peito com peito. Coxas com coxas. Sentia o corpo dele indo para cima e para baixo, em razão da respiração. Mais beijos. Mais mordidas. Mais lambidas. Mais chupadas. Mais toques em locais proibidos…

“O que você quer? Ativo ou passivo?” – perguntei, enquanto beijava-lhe o peitoral.

“Ativo.” – respondeu, com um sorriso de canto de boca. Seus olhos fecharam-se e abriram-se ligeiramente.

Foi assim que tive a minha primeira vez.

Da vida. E com ele.

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comments

bela estória, parabéns!

FOXX

19/03/2011

Obrigado, Foxx!

SG

19/03/2011

Tenso. Dizem que o primeiro é pra sempre, né?

Gui

19/03/2011

Sim. Infelizmente, há razão nessas palavras.

SG

19/03/2011

Doce e excitante!
Bjo!

Jean Borges

19/03/2011

Nem me fale… hehe.

SG

19/03/2011

nossa, que lindo, minha primeira vez foi meio tensa auheauheauehauheauhe, queria que fosse mais romantica, to ancioso pela continuação *-*

Dan

19/03/2011