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Gay. Post por post.

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Ressaca.

16/06/2011

Apesar de ter pasado o Dia dos Namorados com alguém, me senti extremamente solitário, naquele resto de domingo. Percebi que passar essa data sem companhia é melhor do que ficar aos agarros com alguém que não seja o seu namorado. Que você não quer que seja o seu namorado.

Subitamente, senti um certo desespero. Comecei a refletir sobre meus últimos relacionamentos. Indaguei se, do jeito que as coisas estavam, conseguiria namorar de novo. Pensei sobre aproveitar a vida de maneira descomplicada. Pensei em conhecer a The Week, lá na Lapa, pegar alguém, beijar bastante. E enxerguei que aquilo não fazia parte de mim.

Curtição. Ferveção. Não significam nada. Pelo menos, nada que eu me importe. Esta deve ser a quinta vez que digo isso. E a quinta vez que agarro alguém, só por agarrar. Que droga! Sinto como se eu não acreditasse nas minhas próprias convicções.

Estou numa bifurcação. Ou eu aprendo a curtir descompromissadamente, ou eu aprendo a ter mais paciência e tranquilidade em encontrar o cara bacana que me desperte o interesse, e que deseje o mesmo comprometimento.

Dois caminhos extremamente difíceis.

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comments

Extremamente difíceis e extremamente confusos…
Sabe que também já pensei nessas possibilidades. Mas, descobri, Clarice Lispector que diga – como identifico-me com sua alma inquieta – que a vida é um processo. Talvez nunca vamos (falo do ser humano em geral) aprender de fato, pois a vida é um complexo processo de aprendizagem. As situações novas surgem a cada momento. Que sexo é bom, todo mundo sabe. Mas, acho que acordar de manhã cedo, tomar banho juntos e ouvir dele um “eu te amo” com aquele olhar de… interesse absoluto pelo mundo do outro, é a melhor das sensações possíveis.

Querido, ouça seu coração. Mas, ouça-o em silêncio, Deixe que as vozes das necessidades imediatas, dos sentimentos agitados silenciem, e ouça-o. Você vai ver que tudo o que mais precisa é, muitas vezes, acalmar-se um pouco e deixar com que as coisas aconteçam naturalmente. No meu caso, esse tem sido um tempo assim.

Adoramos Você…
Abraço carinhoso.

Will

Wilker

16/06/2011

Difícil ficar em silêncio, morando tão perto de Congonhas…

Brincadeiras à parte… você tem razão. Não dá para refletir corretamente, quando a gente está numa agitação toda.

Abração apertado!

SG

16/06/2011

Se isso consolar Você, eu moro ao lado do Departamento Público de Transportes e Estruturas, isto significa máquinas pesadas e outros ruídos. Claro, nada que se compare à Congonhas. Mas, com o tempo, até aquele ruído dos aviões, lhe dará a impressão de que algo pode renovar-se assim como cada pouso ou decolagem que Você pode ouvir pelos ruídos produzidos.

Abraços Lindo.

Will.

Wilker

17/06/2011

desejo boa sorte nessa escolha, eu escolhi por curtir e me arrependi profundamente.

Lenin Foxx

16/06/2011

Obrigado, Foxx!

SG

16/06/2011

Acho que a sabedoria está em aprender a se respeitar. Porque há muitos discursos por aí. Como o que diz que fim de semana é dia de boate, por exemplo. Mas e se eu gosto de dormir cedo e acordar cedo e meu corpo funciona melhor assim? Tem também o discurso de que é bom transar sem se envolver. Mas e se eu me sinto agredido com isso? A questão é que, não importa que decisão você tome, sempre haverá perdas. E você precisa, em alguma medida, ser capaz de celebrar tudo – o que você está ganhando e o que você está perdendo com a decisão. E nossa cultura não treina a gente para isso que até parece uma contradição, celebrar uma perda. Mas não é. Celebrar aquilo que a gente perde muitas vezes é libertação. (Estou achando que esse comentário ficou confuso à beça)

Mas o entendi, completamente. Obrigado, Diego.

SG

16/06/2011

Eu achei as palavras do Diego um verdadeiro Doce, sem exageros.
Que capacidade de reflexão pessoal…
Mais uma lição que o Will aprende. Ow coisa boa!!!

SG, desejamos sucesso Querido. É complicado celebrar uma perda.
Não sei se eu consegui fazer isso algum dia. Mas, se consegui, não o percebi. De modo, que terei de ter a consciência plena de que isso irá acontecer novamente comigo, a celebração da perda. Talvez, ela sugirá libertação, ou mesmo e mais acertadamente, que cresci, amadureci e sei lidar com situações inusitadas como as que nós passamos.

Simples confissões de um menino ingênuo, ou “um pouco né?!”, rsrsrs…
Diego, suas palavras são lindas, parabéns pelo Ser Humano que Você é…

Adorei tudo…
Internalizando esse aprendizado.

Abração Lindos SG e Diego…

Will.

Wilker

17/06/2011

Ai, que bom que você entendeu. E obrigado, Will, pela gentileza. Trocando em miúdos: faça apenas aquilo que te é orgânico. Se você sustenta a decisão de transar e mandar o cara embora, ótimo. Mas se não, não o faça. Acima de tudo, não se agrida. Se você sentir que é agressão com você, não faça e nem permita que façam.

Concordo com você quanto a curtição. Sábado, um dia antes do dia dos namorados, eu fui a uma festa e fiquei com dois. Achava que seria bom estar nos braços de alguém, mas não é que aquilo nada significou?
Domingo passei o dia inteirooooo dormindo e quando acordei assisti um filminho de terror e foi a melhor coisa que eu fiz.
Acho que não estamos sendo seletivos, ficamos por ficar só para não estar “sozinho”. Sinto-me bem mais solitário quando isto acontece do que quando estou comigo mesmo.

abraços

Eduardo

16/06/2011

Te compreendo perfeitamente.

SG

16/06/2011

Eu faço das palavras do Diego as minhas. Ainda mais eu, que sou um dos que adora dormir cedo e acordar cedo hahaha.

Lobo

16/06/2011

Tá vendo como você é moço direito?

SG

16/06/2011

É, eu tive que virar moço direito na marra. E preciso de uma disciplina monstruosa, porque, qualquer coisa, já escorrego.

“Acho que a sabedoria está em aprender a se respeitar.”. Perfeito.

E tbm é sabedoria saber testar seus limites quando assim lhe convém. Se é a quinta vez que vc fala em “curtição”, será que não é pq de fato vc tem ao menos uma leve curiosidade sobre?

Se sim, vai sim às baladas, dança muito e faz somente o que vc tem vontade de fazer. Se for beijar muito, beije! Isto não mudará vc. Testar suas fronteiras não condena vc a ultrapassá-las e não mais voltar. Acho que pode ser o caminho da autodescoberta. E não te custará danos físicos.

A vida não tem de ser tão somente ou “só curtição” ou “só a busca de relacionamentos duradouros”. Chega de dicotomia! Permita-se as bifurcações, desde que se conheça e se respeite.

Ouça e siga Zélia Duncan: pense o que é bom, sinta o que é bom, faça o que é bom… BOM PRA VC!

Xêrinhos mil!

in.Constante

16/06/2011

É. E, neste momento, o que é bom pra mim é comer uma barra inteira de chocolate, e faltar à academia…

SG

17/06/2011

Sg, você não é de ferro. Sentir desejo e pocurá-lo é natural do ser humano, é algo quase fisiológico. Muitas vezes agimos por instinto, mesmo. Agora, procurar aguém que te ame é algo mais idealizado, sublime… Em outras palavras, vc tem mais controle sobre isso, diferente do desejo, digamos assim. Claro, seria muito fácil se agente nascesse sabendo lidar com essas duas coisas, o instinto e os valores. Não sabemos, aprendemos a medida que vamos vivendo. Uma coisa é certa, meu amigo, nada na vida vem sem que seja feito alguma concessão. Das duas uma, ou vc abdica do desejo 9difpiviu controlar o desejo, acho que nem é uma boa opção), ou você aprende a lidar com esse vazio horrível que se forma quando estamos procurando a parte superficial das pessoas. A escolha é sua, a balança é sua. Vc vai penar para escolher a coisa certa, mas no final das contas, tudo se resolve! 😀

Um abraço, Sg… até o próximo

Júlio César Vanelis

17/06/2011

Tomara, Júlio! Tomara!

SG

17/06/2011