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Gay. Post por post.

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Não leia isto antes de almoçar ou jantar.

17/06/2011

“O que é que a diarreia disse para o peido?”

“Não tenho ideia, SG!”

“Vai na frente, buzinando, porque eu estou sem freio!”

Contei essa piada de merda para quatro amigos trainees, momentos antes de irmos em direção ao ônibus que nos levaria de volta à cidade. Teve um que quase cagou de rir. Foi por causa do contexto. Estávamos comentando sobre assuntos cocorrelatos.

Tenho uma relação muito dramática com cocô. Desde criancinha.

Quando pequeno, eu tinha extremo nojo de cocô. Um nojo descomunal. Quando a gente tem até quatro, cinco ou seis anos de idade, pedir para o papai ou para a mamãe limpar o popô é normal. Mas, e quando a criança tem dez anos? Pois é. Eu tinha dez anos, e ainda não limpava a bunda, depois de fazer o número dois.

Eu sabia, perfeitamente, como limpar a bunda. Mas não o fazia, por repúdio. O pensamento de colocar a mão tão próxima a tão asqueroso material defecativo era aterrorizante. E eu tinha consciência de que eu não podia mais chamar meus pais para limparem pra mim. Afinal, já estava grandinho.

Resultado: vivia com a cueca freada. Vivia com um código de barras no fiofó. E minha mãe adorava isso, na hora de lavar a roupa…

Meu pai, super paciente, vinha, explicava que não havia problema, me mostrava como fazer, o quanto de papel pegar, como dobrá-lo… e eu, continuava a deixar o fiofó todo assado. E ele vinha de novo, explicar tudo… e, novamente, a cueca chegava batizada na área de serviço.

Até que um dia, meu pai perdeu a paciência.

“Olhe aqui, SG. Da próxima vez que eu ver cueca suja de bosta, vou esfregar ela na tua boca!”

E não é que ele cumpriu o prometido? Estava indo pro banho. Meu pai resolveu fazer a inspeção. Pegou a cueca. Viu a situação.

“Eu te avisei, SG. Eu te avisei!”

E ele esfregou, na minha boca, a cueca borrada de marrom. Fiquei uns quinze minutos, lavando a boca e escovando os dentes. E perdi o nojo de limpar a bunda. Anos mais tarde, tipo, quando tinha 19 anos, descobri que, na verdade, ele havia esfregado a parte limpa da cueca.

E a vez em que caguei nas calças no colégio?

Era aula de Ciências. O professor estava explicando como funcionava um laticínio. Trouxe instrumentos de laboratório e fez um pouco de queijo, na sala mesmo. Comi um pedaço daquela gorgonzola estranha…

Comecei a sentir movimentos estranhos no intestino.

A aula terminou. O professor foi embora. E nada da próxima professora chegar. Eu era um menino muito obediente. Não queria ir ao banheiro, sem antes perguntar à professora se podia. Fiquei esperando por ela. E o queijo fazendo efeito. Fiquei esperando. Esperando. Me retorcendo. Fazendo caretas. E nada da professora. Até que, finalmente, a bendita chegou!

“Professora, posso ir ao banheiro?”

“Claro, SG, vai lá.”

Saí em disparada para o banheiro. E ele era longe pra cacete. Andei pelo corredor, virei à direita. Segui em frente até chegar à rampa. Virei à direita, entrei na rampa, desci um lance, depois outro. No andar debaixo, virei à esquerda e segui reto, até o finzinho do corredor. Entrei no banheiro dos meninos. Abri a cabine da privada. Abaixei as calças e…

Caguei em cima da cueca.

“E agora?” – pensei.

Não sabia o que fazer. Pensei em deixar a cueca ali, na cabine. Mas fiquei com medo de descobrirem. Então, eu, do alto da minha inteligência que meus 7 anos de vida me proporcionavam, resolvi… vestir a cueca novamente…

Senti o quentinho melado. Vesti a bermuda cinza do uniforme. E voltei pra sala, com cara de bunda. Entrei na sala, andei de mansinho, cheguei à minha mesa. Peguei minha bolsa e coloquei no encosto da cadeira, para esconder, do coleguinha de trás, a minha bunda borrada. Sentei.

A professora distribuía a folha de tarefas de casa. Enquanto me entregava, ela fez uma careta.

“Nossa! Mas que cheiro é esse?˜

Eu fiquei mais mudo do que samambaia no outono.

O sinal toca. Todos os alunos foram embora. Fiquei por último. Dei tchau para a professora e saí de fininho, com a bolsa na frente do traseiro. Na cadeira, um redondo suspeito. Nesse tempo em que fiquei sentado, o cocô deu uma secada. Aquilo arranhava as partes baixas, e subi para a portaria andando, literalmente, como se eu estivesse todo cagado.

Meu pai chegou para me buscar. Ele, todo cordial, quis carregar a bolsa para mim. Eu não deixava.

“Ué, SG. Por que você não quer que eu leve a bolsa? E que cheiro é esse?”

Não tive como escapar.

“É que eu fiz cocô nas calças…”

Você não imagina como a situação estava feia. Minha bermuda do uniforme, de cor cinza claro, portava uma mancha marrom do tamanho de uma pizza brotinho, na parte de trás. Minha cueca, verde, parecia couve refogada de cinco dias atrás. E a minha bolsa estava toda lambuzada, na parte da frente. Não me pergunte sobre o cheiro, porque sobre isso, prefiro não comentar.

Cheguei em casa. Tomei banho. Minha mãe jogou fora minha bermuda e minha cueca. E lavou minha bolsa. Fui dormir, e a única coisa que queria era esquecer que tudo aquilo havia acontecido. Não consegui, logicamente.

E é essa a minha relação com o cocô.

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comments

O que é “passar um cheque” quando se está transando?

Cássio Leal

17/06/2011

Ja passei por piores q a sua, prefiro nem comentar aq! Seu exatamente oq vc passou. O pior e qdo seus irmaos pegam no seu pe o resto da vida; ate hj ainda me enchem, aprendi a ignorar.

Luiz Paulo

18/06/2011

Passei por algo parecido quando estava na pré-escola! Ler seu relato me provocou mtas risadas e me fez lembrar dessa época!!! Bjo!!!

Jean Borges

18/06/2011

Gente! que texto mais esfincterizado. Freud e Lacan na veia!

Cagar nas calças. Quem nunca?

Sua relação com cocô é muito engraçada, hahaha.

Mas sou muito tranquilo com isso, falo de cocô, vômito e outras coisas nojentas enquanto estou almoçando. Acho que perdi essa sensibilidade depois de ter que pegar cocô na mão em uma das minhas estórias…

Bj

Gui

18/06/2011

sério?
kkkkkkkkkkkkkk
eu to rindo mto aqui
mto!!!!

Lenin Foxx

18/06/2011

hahahahaha

Comentar o quê?

Lembrei de duas frases que li por aí: “se eu gostasse de conteúdo, não gostava tanto de bunda” e “não dá pra comer uma bunda e ter tanto nojo do cheque… espera o quê? que de lá saiam flores?”

A contar pelo que aconteceu com vc e seu ex, bom saber que sua relação com o número 2 melhorou rs.

Xêro, SG!

in.Constante

18/06/2011

Eu me considero um ser humano anormal por não usar o papel higiênico como o resto da população nos seus fins tão óbvios. Quando criança, me acostumei a usar o bidê/duchinha, e desde então adquiri intolerância ao papel. É nojento, seco, machuca “lá” e dá a impressão de que não limpou direito. Só uso papel higiênico quando não há outra alternativa.

Thiago

19/06/2011

KKKKKKK. Ri litros com esse post …. graças a Deus eu nunca tive problemas com isso!

lucas calistro

19/06/2011

Nossa!Que tenso! oõ

Nunca passei por nada do tipo.Mas lendo este post me lembrei de uma menina que estudava com minha irmã,isso foi na quinta série,coitada,todos ouviram um certo barulho e quando ela se levantou para ir ao banheiro,estava absolutamente toda melada.

Cheguei a conhecê-la,uma pessoa super divertida,tirou a situação de letra- pelo menos eu acho,pois continuou a estudar no mesmo colégio e no mesmo turno.

Adorei o blog e espero visitá-lo mais vezes. :]

Robinho

19/06/2011

bacana passar pro aqui e ler um poquinho sobres suas histórias, foi ilário vou concerteza voltar a visitar o blog …… forte abraço a todos !!!!!!1

tato

21/06/2011