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Gay. Post por post.

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De cupim para picanha.

13/07/2011

É muito bom, ser surpreendido de forma boa.

Estava crente de que ficaria em casa, nessa terça-feira. Cheguei no apartamento, peguei a sacola ecológica do Carrefour e fui ao supermercado, comprar coisas para o jantar. Voltei, botei uma peça de cupim para assar e saí para malhar. Cheguei em casa e ela estava com um cheiro delicioso. Como de costume, liguei o computador e acessei o Facebook. Havia uma mensagem pra mim.

“SG, me liga assim que puder. Pode ser em casa, mesmo”.

Era meu primo aqui de SP.

Liguei.

“Oi, SG! Tentei falar com você pelo celular, mas estava sempre fora de área. Então, a Ma (uma prima de Maringá) está por aqui, e a gente está querendo sair pra comer uma picanha na chapa. Você já jantou?”

Não pensei duas vezes.

“Não, não jantei ainda. Assei uma carne, aqui, mas posso deixá-la para amanhã. Me dá trinta minutinhos pr’eu me arrumar?”

“OK. Em meia hora, a gente te busca aí.”

“Beleza. Até!”

Fui ver como estava o cupim. Abri uma pequena fresta na cobertura de papel alumínio. No ponto. Fechei e deixei em cima do fogão, para esfriar. Aí, me lembrei do interfone quebrado.

Liguei de volta para meu primo.

“Primo, quando você chegar na portaria, liga pro meu tel fixo, porque o interfone está quebrado, OK?”

“Pode deixar. Ah, a Ma tá querendo conhecer o seu apê. A gente pode subir aí?”

Estava uma bagunça tremenda.

(pausa dramática e um sorriso amarelo)

“Pode sim… só me dê, então, um gap de cinco minutos, pr’eu arrumar a bagunça, aqui”.

Nunca arrumei o apartamento tão rápido, como ontem.

Tomei um banho rápido, terminei de arrumar as coisas. Eles chegaram. Apresentei meu cafofo. Meu apartamento é bem pequeno, tem só 37 metros quadrados. Mas a proprietária, que morava ali antes, caprichou na decoração, com direito a um guardarroupas gigante, cama de casal, rack para TV, sofá de dois lugares, spots embutidos no rebaixamento de gesso, cozinha planejada integrada, balcão com dois bancos giratórios. O único porém é meu vizinho chamado Congonhas, que urra turbinas a jato a cada três minutos. E o Bob Marley do apê ao lado, que, de quando em vez, começa a cantar reggae.

Fomos comer picanha, no Bar do Juarez, localizado no Brooklin. E que coisa deliciosa! Me esbaldei na carne. Nunca comi picanha tão gostosa. Eles trazem um rechaud (chapa com fogo embaixo) e uma tábua de picanha fatiada temperada e crua. Você mesmo que tem de grelhar os pedaços de boi. E como fica bom!

Sem contar das nossas conversas impagáveis de sempre. Lembranças da infância. Fofocas de família. Ocorridos hilários de um passado recente. Planos para o futuro.

Cheguei em casa tardão, meio alegrinho por causa do chopp, mas extremamente contente.

E o melhor de tudo é que não precisarei fazer o jantar, hoje à noite.

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comments

hauahauahauhaua
gente, o melhor é ficar feliz pq o jantar está pronto
hauahauhaua

Lê Foxx

13/07/2011

Pois é, Foxx. Não sabe o alívio que dá, chegar e ter comida só para esquentar.

SG

13/07/2011

Na primeira vez que fui em uma churrascaria que utilizava esse tipo de chapas (onde o cliente que coloca a picanha) meus pedaços ficavam sempre mal passados, chorava tanto!

r001

13/07/2011

Hahaha!

Não mencionei no post. Mas quase taquei fogo no bar. Flambei um pedaço de picanha. Se houvessem sensores de incêndio…

SG

14/07/2011

Ah, as maravilhas de ter comida pronta em casa…

Meu sonho é conseguir essa façanha hahah

Lobo

14/07/2011

Eu que moro quase como se fosse sozinho sei bem como é isso.

Essas coisas que surgem assim na nossa agenda são um alívio na nossa correria.

Beijao!

S.A.M

14/07/2011