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Gay. Post por post.

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Grande Campo.

26/06/2012

Na sexta-feira, dia 22 de junho, já fui para o trabalho com minha bagagem a tiracolo. Terminado o expediente, peguei o metrô e fui até a rodoviária, onde embarcaria no ônibus em direção a Campo Grande. A viagem foi longa, totalizando 14 horas de estrada, permeada por um sujeito chulezento e por um frio tremendo e invencível, mesmo com a utilização do cobertor que a companhia de ônibus forneceu. O veículo estava vazio, o que possibilitou minha mudança de poltrona, para uma mais afastada do pé cheiroso.

Cheguei às 8:25 pontualmente. Fiquei andando pelo saguão da nova rodoviária, a procura de uma tomada, para poder usar meu celular e telefonar para o meu primo. Telefonei, informei-o sobre a minha chegada, e aguardei. Uns dez minutos depois, meu primo e minha tia chegaram. Cumprimentei-os e nos rumamos ao carro.

Meu primo ao volante, eu no banco do passageiro, e minha tia no banco de trás, fomos tomar café-da-manhã em uma padaria chamada Monte Líbano. Lamentei o fato de ter esquecido meus óculos escuros, pois minhas olheiras e minha cara de repolho estavam gritantemente explícitas. Pedi um café preto e duas chipas paraguaias. Para quem não sabe, chipa paraguaia é bem parecida com pão de queijo, só que a massa é mais consistente, e possui o formato de um “C”. Delícia.

Chegamos na casa dos meus padrinhos. Retirei minha mochila e minha pequena mala do carro, e já estávamos indo em direção ao elevador, quando meu tio chegou com o carro dele, trazendo várias sacolas de compras do açougue.

– Oi, pessoal! Me ajudem aqui que eu trouxe carne pro churrasco!

Subimos todos juntos até o 17º andar. Eu, minha tia, meu tio, meu primo, minha mochila, minha pequena mala e as carnes para o churrasco. Entramos pela área de serviço, onde encontrei Inês, a empregada da minha tia. A conheço desde os meus dez anos de idade, e a considero como parte da família, também, assim como meus tios e o meu primo a consideram. Inês cozinha tão bem quanto minha tia, e as duas vivem trocando experiências e aprimorando as suas habilidades. Sorte a nossa!

Faltavam os refrigerantes. Meu primo se prontificou em buscá-los.

– SG, vamos andar um pouco para buscar os refris?

Fomos, então, buscar os refris. Saímos novamente de carro. Andamos pela Afonso Pena, fomos até as concessionárias de carros importados, onde meu primo baixou a velocidade. Queria me agradar, pois sou um fanático por automóveis. Demos meia-volta, e acabamos por comprar os refris em uma farmácia bem próxima da casa dos meus tios.

Além de mim, do meu tio, da minha tia, do meu primo e da Inês, vieram para o churrasco uma outra tia minha, e um casal de amigos dos meus tios, junto com o filhinho deles. Ficamos todos à mesa, na varanda do apartamento, comendo, bebendo, conversando e rindo bastante. Foi um momento extremamente agradável e familiar. Senti-me rodeado por pessoas queridas. Senti-me bastante reconfortado.

E era isso mesmo o que eu queria. Sentir-me reconfortado. Porque, durante a semana anterior à viagem, umas coisas bem desagradáveis aconteceram. Muito mais do que eu poderia imaginar. Precisava sair de São Paulo. Precisava ficar perto de quem me quer bem.

Apesar da recepção calorosa dos meus familiares, apesar do maravilhoso churrasco, e apesar das agradáveis conversas, o real motivo para eu estar ali, em Campo Grande, não era somente tudo isso.

Estava ali para ver César.

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comments

Primeiro fiquei super curioso com as “chipas paraguaias”, aii já quero comer!! E ser mega bem recebido na casa dos familiares é muiito bom né?! ai aiii… agora a outra parte da história… cadê o césar?!
uhauahuaha
Abraçoooo!

Vanderson

27/06/2012

A Cidade Morena tem seus encantos… não é assim uma Brastemp, mas tem umas coisas bacanas! A Monte Líbano é muito boa, tem outras também muito interessantes…

Uma hora que quiser o tradicional “turismo fubá”,[kkk], como eu e um amigo costumamos dizer, me avisa, vai ser um prazer ser o ciceroni! Apesar que pelo jeito você já tem alguém mais “qualificado para o cargo” cof cof cof…

😉 Abração!

Latinha

27/06/2012

Hummmmmmmm…
Gostei.
Hehehehe!
E viva o churrasco. Sempre!

fred

28/06/2012